a divulgar:
Queridos amigos,
Gostaríamos de convidá-los para a homenagem que faremos ao nosso
filho Gabriel no aniversário de um ano do seu falecimento. Contamos
com a presença de vocês neste dia em que também lançaremos o livro de
textos e fotos que publicamos em sua memória.
Um abraço,
Valério e Mariza
Data: 4 de dezembro
Horário: 19h
Local: Galeria de Arte do Dmae, rua 24 de Outubro, 200
Trem atinge carro de deputado federal no RS
http://br.noticias.yahoo.com/s/20082007/25/manchetes-trem-atinge-carro-deputado-federal-no-rs.html
O deputado federal Cláudio Diaz (PSDB) bateu seu carro no vagão de um trem hoje de madrugada. O parlamentar e sua filha Daniele, de 26 anos, sofreram escoriações e foram atendidos no Hospital de Pronto-Socorro de Pelotas, mas não precisaram de internação. […] Diaz é titular de uma cadeira na Câmara Federal desde a morte de Júlio Redecker (PSDB) no acidente com o Airbus na TAM em São Paulo, no dia 17 de julho. […]
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Alguém aí ainda quer se candidatar a deputado pelo PSDB?
Hoje é o dia de cansar. De quê?
Como todos os brasileiros estão cansados de saber, hoje é o dia em que, às 13h, o movimento Cansei vai promover um minuto de silêncio para mostrar a indignação com “isso que está aí”, seja lá o que isso signifique. Tem gente que concorda, tem gente que discorda.
O hilário blog Tô Cansadinho, por exemplo, traz em forma de piada várias informações que apontam o uso do acidente da TAM como instrumento de manobra eleitoral, mostrando as escusas relações dos organizadores do Cansei com o PSDB e grandes empresas.
Não aderir ao Cansei, no entanto, não quer dizer que eu esteja achando tudo ótimo, que o governo atual é maravilhoso e merece meu aplauso, porque não merece. Parece que o pessoal perdeu o senso crítico e acha que qualquer coisa menos pior já é vantagem. É o debate que houve nos agradecimentos da formatura da Fabico 2007/1: metade agradeceu à UFRGS pela honra de terem tido uma “educação pública, gratuita e de qualidade”, enquanto outra metade lembrava que fornecer isso aos cidadãos não é mais do que obrigação do Estado. E sejamos sinceros: em termos de Fabico a qualidade fica muito longe do ideal. E ninguém critica a situação, afinal é “de grátis” mesmo, como reclamar?
E então chegamos ao ponto: independente de quem esteja no governo, quem é que mais se ferra nesse cabo-de-guerra entre governistas e oposição? A classe média. Sim, nós mesmos. Mas atenção: estou falando de classe média - não os ricos, nem os milionários.
… a primeira credencial de imprensa.
Levou oito meses desde o registro como jornalista, mas chegou.
Dia 28, show do Nando Reis no Bourbon Country: eu estarei lá.
Inclusive nos camarins. Oh, yeah.
my mom
she gave me a dollar
she told me to buy a collar
but i didn’t buy no collar
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a quarter
she told me to tip the porter
but i didn’t tip no porter
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a dime
she told me to buy a lime
but i didn’t buy no lime
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a nickel
she told me to buy a pickle
but i didn’t buy no pickle
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a dollar
she told me to buy a collar
but i didn’t buy no collar
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a quarter
she told me to tip the porter
but i didn’t tip no porter
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a dime
she told me to buy a lime
but i didn’t buy no lime
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a nickel
she told me to buy a pickle
but i didn’t buy no pickle
instead i bought some bubblegum
bazooka, zooka bubble gum
bazooka, zooka bubble gum
my mom
she gave me a penny
she told me to buy some bubblegum
so i bought myself some gum!
antes do iutúbil, achei no sedentário e hiperativo.
- se você me deixa, ó cara, quem espreme tuas espinhas nas costas? e recorta no teu dedão, com tanto amor, essa unha encravada?
.
- tão deprimida. bebo em jejum dois copos de vinho de laranja. fico bem tonta. e varro alegrinha a casa inteira.
.
- uma grande putinha é você?
- sou. eu sou.
- uma cadelinha fogosa?
- sim. sim.
ela ajeita o óculo para acertar o fio na agulha.
- sou cadelinha. sou putinha. só me deixa pregar o botão nesta camisa. e daí sou tudo o que quiser.
Um dos maiores sensos comuns a respeito da tragédia do vôo JJ 3054 da TAM é de que a história é só fogo de palha, e que em breve vai cair num quase total esquecimento. Foi assim no acidente dos Mamonas, na queda do Fokker 100, no acidente da Gol. Todos foram para o limbo das tragédias passadas sobre as quais ninguém quer falar muito pra evitar a lembrança desagradável. Puxar assunto sobre elas é quase um assunto de mau-gosto, que lança uma sombra nas festinhas familiares e nas confraternizações entre amigos.
Dá pra admitir que, desta vez, alguns fatores contribuem para que a tragédia demore mais a sair dos noticiários. Eu acho que três são os principais, e isso que nem estou contando a quantidade numérica de vítimas. Afinal, o que este acidente teve de diferente em relação ao da Gol?
você está vendo o pan? nem eu.
bom, juro que tentei. mas, em primeiro lugar, eu não gosto de esportes. em segundo, acho que existem outras prioridades que não pan ou quiçá olimpíadas, ainda mais no rio, ainda mais com o pau comendo lá como está (ou estava, vai que rolou uma pausa e foi todo mundo ver o pan?). mas não entremos em discussões políticas. o negócio é relaxar e gozar. dos outros.
na verdade a única coisa que eu vi até agora foi uma final de taekendo entre brasil e alguma coisa do tipo república dominicana. foi suficiente. o brasileiro estava de jaleco azul e o dominicano de vermelho. luta empatada, a dupla vai pro golden point, de dois minutos, quando quem der o primeiro golpe é o vencedor. nenhum consegue.
então o juiz precisa tomar a decisão de dar a vitória para quem tentou atacar mais. a dupla se separa, vai cada um confabular com o seu respectivo treinador e tomar uma gatorade. ficamos sem entender nada, na expectativa. aquele silêncio. e o narrador solta um subjetivo: “ah, o brasileiro deve ter ganho, olha só quem tá sorrindo, feliz”. pro desespero do prudente comentarista.
preciso dizer quem ganhou?
eu vou de panicolimpídas, muito mais divertidas, por sinal.
Enquanto o mundo gira, eu leio
Enquanto os Jogos Pan-Americanos são abertos, enquanto o Senado brasileiro cai cada vez mais fundo no poço da corrupção, enquanto o Cristo Redentor virou maravilha mundial e enquanto a Seleção vai pra final da Copa América contra a Argentina, eu leio.
Minhas duas últimas leituras deveriam ter sido feitas na época do segundo grau. Mas graças sejam dadas ao bom Pai Deus que eu tenha tocado nestes livros apenas agora e não tenha desaparecido, ad aeternum, o meu gosto pela leitura.
Durante as leituras, tomei contato com a mais pura literatura nacional e não temeria a dizer que minha segunda leitura desse período foi uma das melhores dos últimos cinco anos. (more…)
Erro:

Piada pronta:
“Tá certo que ela é uma avião, mas dizer que ela ‘pousou’ já é exagero! Rá rá rá!”
Bônus Track Trocadalho:

Souto continua solto. Ahn, ahn?
BRITTO NÃO! MIL VEZES NÃO!! NÃO!!! N-Ã-O!!!!!
é tudo o que eu tenho a dizer sobre meu clube, no momento.
desculpem-me os colorados, mas eu precisava desabafar.
Pra não dizer que não falei de pinheiros
Pois então, cá estou, de novo e novamente, para contar-lhe que tudo anda indo aqui pelas bandas do norte, onde o pólo é mais em cima.
Já estou aqui pelas bandas americanas há mais de dois meses, e isso faz com que eu tenha o direito de fazer algumas análises analíticas:
- Nem todos os brancos sabem enterrar.
- A dieta americana é uma bosta.
- Todas as casas têm carpete. Todas mesmo, sem exceção.
- Eles não sabem o que é “resistência do chuveiro”.
- Há, confirmadamente, os Estados Unidos e o resto do mundo.
- Todos os adolescentes daqui são problemáticos, e a lista de problemas é extensa.
- Todos os pais daqui são problemáticos, e a lista de problemas é extensa e antiga.
- Wal-Mart é o que existe de mais essencial aos americanos, o lugar onde tuuuuudo pode acontecer (cf. Lucas Silva-e-Silva).
- Todos os americanos tem um carro, ao menos.
- Americanos não caminham.
- Americanos que vivem fora de grandes regiões metropolitanas não sabem o que é transporte público.
- A quantidade de lixo produzida por um americano em um dia é calculada pelo seu peso elevado na octagésima potência. O resultado é medido em toneladas.
- A água realmente desce pelo ralo no sentido contrário.
- Aqui é um dos poucos lugares do mundo em que as pequenas distâncias são calculadas em “feet”, as grandes em milhas, o peso em “pounds” e a temperatura em fahrenheit.
- Tudo o que Hollywood produziu até hoje sobre a Améríca é verdadeiro e atestado pelo que vos escreve.
No mais, controlem as saudades e aguardem, ansiosamente, pelo meu retorno.
Ide. Eu estarei convosco em setembro.

A Carmen I Love You Produções tem o prazer de convidar os leitores do G7 para a sessão de estréia do curta-metragem Jordão e Marina. Contamos com a presença de todos para comemorar o lançamento deste filme, que demorou um tempão para ficar pronto. A espera valeu a pena: Jordão foi escolhido para representar a Ufrgs na categoria Vídeo Experimental do Gramado Cine Vídeo.
O curta conta a história de Jordão (João Pedro Gaelzer), um jovem simplório e desocupado que resolve fugir de casa. Ao conhecer a solitária Marina (Carine Sofia Bastet), eles têm uma noite marcada por álcool e problemas de sono. Que lembranças um guardará do outro ao amanhecer?
Trailer:
Pois bem, a estréia será na sexta, 6 de julho, às 21h, no segundo andar do Curta Vídeo Bar & Café (Lima e Silva, 449 – Cidade Baixa, Porto Alegre). A casa cobra um ingresso de cinco reais, que dá direito a uma cerveja ou refrigerante.
Elenco: João Pedro Gaelzer, Carine Sofia Bastet, Hamilton de Oliveira, Patrícia Ragazzon, Lucas Tambosi, Daniel Benkendorf
Direção: Josué Bochi e Henrique Hoffmeister
Produção: Daiana Vivan
Roteiro: Josué Bochi
Trilha sonora original: Rafael Duarte
Ilustrações: Alejandro Martinez
Apareçam lá!
É impressionante a falta de consideração após 4 ou 5 anos de bom convívio e camaradagem.
De: “Fernanda Souto”
Assunto: Suas Fotos.
Data: 26/6/2007 05:32Falaaa camilinhaaa, bomm dmaiss??
ou dexa eu te fala, eu sei que vc e o Marcelo tão namorano, mais sinseramente acho que
ele nao te mereçe naum, não sei c vc ta sabeno das fotos que ele anda divulgano neh?
hehe.. não sei nem se eu deveria passa, apesar de tudo ele e meu amigo!
Mais achei melhor te mandar um E-mail com essas fotos pois, ele fica espalhando na internet
Fotos intimas de vcs 2 ja e dmais!
Bom segue ai em baxo o Anexo com As fotos, muito cuidado com essas fotos acho que c isso caisse
na mao da sua mãe do jeito que ela eh, ela te espulsaria de casa!! rsrs..ih que isso vc ta MUITO melhor que antes viu kkkkkkk!! brincadeira, mais ta muito linda rsrsrs..
Bom camila Bejoo e JUIZOO.. vc ta precisano gata.!
Qualquer coisa me liga, c tem meu tel neh?
BejooCamilaFotos.zip
leia-se “Pretexto para que o blog não morra enquanto o Moisés está longe”
http://relaxaegoza.bravehost.com/
(Perdão às mocinhas ingênuas que acessam nosso estimado diário online por essa baixaria, mas certamente o link vai sair do ar rapidinho…)
Aqui vou eu tentar comentar algumas coisas a respeito das minhas andancas americanoides. E tudo sem acento, cedilha ou til.
eu quero que a sofia seja esperta assim
minha mãe contou hoje mais uma das histórias-antigas-e-engraçadas. era sobre uma criança do clã baumhardt, cujo nome não posso citar, que estava nos pagos catarinenses de inocentes férias escolares. a mãe da dita-cuja havia estabelecido o sistema econômico popularmente conhecido de “mesada” para que o pequeno ser burguês se adaptasse desde sempre a se controlar frente ao afã de tentações capitalistas.
numa terça-feira ensolarada, a pitoca vai com a mãe ao camelódromo central para comprar singelos adesivos dos ursinhos carinhosos para colar no caderno com o cheiro da moranguinho na volta às aulas. depois de ficar em dúvida entre os fofos mamíferos beges e adesivos do garfield com saia de bailarina cor-de-rosa, a menina chorona dá as moedas e recebe, em troca, o papel lustroso com goma no verso do comedor de lasanhas.
caminham uma quadra, a mãe olhando as novidades de ginástica na banca 43. a pitoca pequeno-burguesa abre o berreiro.
-aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!
- o que houve, filhinha?
- eu estou com saudade do meu dinheiro!!
voltam as duas, a mãe em crise existencial sobre seu papel de administradora e matriarca. bobagem, minha senhora. a esperta menina de saia balonê estava apenas sentindo FALTA da POSSIBILIDADE.
Sim, sim, sim, salabim.
A recem recebi o “Accepted” dos motherfuckers daqui.
Cheguei em Atlanta, num aeroporto que, para a minha cultura latina e subdesenvolvida, causa pavor, medo e horror o fato de o dito-cujo possuir quase um alfabeto inteiro de alas, e que cada ala possua quase 5 dezenas de portoes de embarque e que, para unir tudo isso, a saida foi colocar um METRO no subsolo do aeroporto.
Eu achei tri.
Acharei mais coisas tri, sem duvida.
Detalhe: para dar uma de yankee tri localizado e conhecedor das modinha urbanas daqui, fui num Starbucks. A atendente era porto-riquenha. Conversamos em espanhol. Na chegada, os rapazes da limpeza conversavam em espanhol. Um funcionario de uma banca de revistas tinha todo o estereotipo de um indiano.
Vou ali confirmar se eu estou mesmo nos US and A e ja volto para contar.
Mas, por enquanto, tudo esta bem e tudo me apavora. Caminho pelos corredores e, numa lancheria, uma senhora muito bem apessoada e com uma chapinha nada discreta em seus cabelos (todas as americanas usam esse penteado armado e fake?) comia simplesmente algo que parecia uma salada de maionese com batatas e uma linguica do tamanho… bem, do tamanho de uma grande linguica.
Veremos o que me espera no dobrar das esquinas em Los Angeles. Manter-vos-ei informado.
Ah sim, e me lembrem de nao esquecer de bater uma foto em frente da casa da Marylin Monroe. Meu cabelereiro pediu.
Eu, um experiente andarilho ferroviário (!) com décadas de uso do Trensurb, gostaria de partilhar com vocês alguns pensamentos relativos a essa famosa ferramenta de transporte da Grande Porto Alegre, que traz consigo diversas histórias, personagens e - sim - retórica.
Vamos aos detalhes.
Em meus quase 20 anos de trajetos sobre trilhos, observei - por obrigação do fato de ser um passageiro dos trens - os personagens que vão e vem apoiados sobre o seu discurso chamativo e candente. Falo dos vendedores, pedintes, crianças, idosos, doentes, desabilitados e toda a camada populacional desprovida de recursos materiais para seguir sua vida, que recorrem ao apelo sentimental e àquilo que outrora se costumou chamar de esmola.
E em apenas 30min de viagem, já se conhece pelo menos uma mão cheia desses indivíduos. Já se sabe que, de vagão em vagão, o que significa também de centavo em centavo, o Trensurb é, hoje, os poços de petróleo ou mesmo as minas de ouro da circunvizinhança da capital gaúcha.
E, fosse eu um RP, poderia dizer com ainda mais pertinência as coisas que passo a dizer sobre o relacionamento vendedor-cliente que esses personagens do metrô possuem. (more…)
Meus ídolos são: Eisenstein, Stephen Hawking e Elvis. Há quem goste de Einstein, Stephen King e Elis, mas meus ídolos têm algo a mais.
depois de muito enrolar pra achar o tal do login maldito, eis que consigo. e volto! já quis postar várias coisas, devo ter esquecido da metade. mas o último afã veio com esta:
caros amigos pergunta: o que é ser de esquerda?
Jorge Bornhausen, advogado e político
Eu acho que é diletantismo, porque o próprio presidente da República, que se diz de esquerda, não segue qualquer linha ideológica, nem de esquerda, nem de direita, nem de centro. Essa divisão entre esquerda e direita é algo absolutamente superado. Hoje, a política é uma política de resultados para o cidadão, e ele não está preocupado se o político se diz de direita, de esquerda ou de centro.
Tereza Cruvinel, colunista política do jornal O Globo e comentarista da Globonews.
A propósito da lenda de que os rótulos ideológicos perderam o sentido e o significado no mundo de hoje, gosto de uma velha tirada da Simone de Beauvoir, que dizia, já naquele tempo: “Se lhe apresentarem um homem que se apressa a dizer que não vê diferença entre esquerda e direita, tenha certeza de estar falando com um homem de direita”.
(créditos por eu estar postando ao moisés, já comentei?)
Tratado sociológico de uma visita aos meus tios
Neste final de semana viajei até o interior das grotas da região rural do Estado. Literalmente, lá onde a estrada acaba. E é lá que um dos meus tios mora. Os outros moram ali por perto.
Detalhe: o GoogleEarth reconhece essa zona, e a Claro pega lá. Modernidades das modernidades, tudo é modernidade.
Enfim, mas aí me dei conta de algumas coisas que me levaram a somar ao mundo um pouco mais de informação, não inútil, mas sim de menor prioridade.
Desde 2003, mais ou menos, que venho postando algumas coisas a respeito do artista-pichador Banksy.
E hoje, lendo besteiras na Internet, encontrei uma matéria da FolhaOnline:

Em primeiro lugar: a própria matéria explica que o nome artístico surgiu do nome real dele, Robert Banks.
Então, a mínima lógica derivaria o apelido para Banks + y. Mas o repórter, escalando mais alto que a reles lógica humana, e desprezando quaisquer métodos de averiguação de informações, simplesmente preferiu chamar o artista, EM TODA A MATÉRIA, por um pseudônimo que não é apenas uma falha de digitação.
Minha sugestão é que a agência também ultrapasse a reles lógica humana e troque, em seu próprio nome, aquele S por um T.
Devo-vos (e de vovós) um textículo sobre a minha última leitura: Pinóquio, de Carlo Collodi.
Todo mundo sabe que Pinóquio é uma marionete falante, construída pelo senhor Gepeto, e que deseja se tornar um menino. Mas ninguém vai muito além daí.
Já não é a primeira vez que eu compro sanduíches do McDonald’s no Shopping Total que ou 1) eles vêm cheios de temperos picantes, ou 2) estão velhos de tão duros e duros de tão velhos, ou 3) foram tão mal montados que me levam a supor que o cozinheiro é, na verdade, cego e maneta (sem nenhum preconceito nessa minha declaração, já adianto) (mas, caso os politicamente-corretos me encham o saco, tomem: “… o cozinheiro é, na verdade, portador de necessidades visuais e manuais).
Pois bem, caiu sob os meus olhos um site que exemplifica muito bem toda essa bobajada que vocês acabaram de ler.
O autor olhou o catálogo, solicitou o pedido, esperou que chegasse à sua casa e, abrindo-o, fotografou-o. Depois, tomou-se o trabalho de comparar a foto dos catálogos dos restaurantes com o objeto comestível que recebeu no conforto de seu lar.

Tudo começou com um tremelico.
Mas a sensação era outra.
Simplesmente olhei para o lado esquerdo, e realmente ele tinha se mexido. E o pior: o do lado direito também! E os dois ao mesmo tempo!
Mas não bastava tudo isso para aqueles bastardos: eles queriam realmente extrapolar. Por isso, o do lado esquerdo foi para cima; o do lado direito desceu. Ao mesmo tempo. Sem nenhum toque. Sem nenhum comando.
E a causa de tudo isso, dessa fantasmagórica encenação de um maquinismo encarnado, estava ali junto, repousando suavemente no porta-objetos abaixo do rádio do carro. A função dele era apenas receber ligações e mensagens, mas naquele dia quis rebelar-se contra mim, um humano predador.
Eu, no entanto, segui dirigindo normalmente, confiantemente calmo, para não provocar algum acidente.
Por isso, digam o que quiserem os estudiosos, os cientistas e seus anos de pesquisa: naquele dia, sob o olhar testemunhal da minha mãe e do meu pai, o simples sinal eletromagnético de uma mensagem de texto que o meu celular recebeu fez com que os vidros do carro fechassem (o esquerdo) e abrissem (o direito), os dois juntos, ao mesmo tempo, sem ninguém ter encostado em qualquer botão.
Nem quero imaginar o que esse simples sinal causou no meu cérebro. Mas se eu me transformar em um humano mutante e começar a aparentar características automobilísticas, avisem a Marvel.
A revolução começou.
Seguindo a minha esotérica medida de sempre deixar um belo resumo crítico das minhas leituras, faço uma verdadeira promoção popular e já promovo aqui um “Leve 2, pague nenhum”.
Minhas duas últimas leituras são completamente díspares, uma apelando ao nonsense total, a outra penetrando nas últimas sombras da alma humana, coisa que os russos são magistralmente capazes de fazer e expressar.
Com a minha excelentíssima amada debati um par de vezes a respeito da insistência dos garçons em oferecer gelo e limão para aperitivar as bebidas que se consomem, especialmente se forem refrigerantes de cola.
Pois bem, a pergunta da Anne era: “Mas quem diabos inventou que refri com limão combinam?”, questionava ela, completamente contrária à união ácida entre as duas coisas.
O fato é que, de tão valiosa que foi essa invenção, as empresas de bebidas encurtaram caminho e, antes de fazer o consumidor se cansar e gastar saliva com os garçons, já meteram limão dentro da lata e das garrafas. Daí surgiram os famosos Twist, Lemon e derivados.
E o inventor eu descobri hoje, na minha ingenuidade.
O inventor da famosa ligação entre limão e refrigerante é o leão. Não o Matte, mas o imposto.
A IstoÉ desta semana traz uma matéria sobre o tema e explica:
Cada vez que adicionam uma única gota de limão num refrigerante, elas pagam apenas 50% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Elas se valem de um incentivo criado em 1980, que reduz o imposto pela metade com a adição de suco de frutas e sementes ou extrato de guaraná nos refrigerantes. No caso da água com gás e limão, nem imposto federal elas acabam pagando. Os técnicos da Receita Federal quebram a cabeça para definir em que categoria de tributação vão enquadrá-los.
Muito bem, diriam vocês, então é só se criar uma lei que mude essa bizarrice. No entanto:
De acordo com [o doutor em administração, que há 12 anos estuda o mercado brasileiro de bebidas, Luciel Henrique de] Oliveira, uma nova classificação tributária que enquadre os novos produtos deve demorar ainda pelo menos quatro anos para ficar pronta.
Ou seja, só por esse tempinho, as empresas já terão economizado uma barbaridade em impostos.
Sorte para quem gosta do ácido verde.
Voltado ao público jovem = lixo
É impressionante a capacidade de algumas pessoas assumirem que compreendem “a cabeça do jovem”. A começar pelo fato de usar a palavra “jovem”, essas pessoas merecem, no mínimo, o meu mais sincero desprezo e um “humpf” ungarettiano extremamente sincero e do fundo dos pulmões.
Por “compreenderem a cabeça dos jovens”, crêem-se no direito de se comunicar com a categoria “jovens” de uma maneira cristalina, direta, eficaz.
E, lendo a capa do Segundo Caderno da ZH de hoje, vocês entenderão o resto.
Uma primeira olhada já indica:
Jovens: 2.348 citações
Galera: 4.384 citações
Gurizada: 6.143 citações
Bombar (e declinações): 7.396 citações
Rolar (e declinações): 8.465 citações
Curtir (e declinações): 14.569 citações
Óbvio que são exageros, até porque “o jovem percebe quando algo é forçado”, já diria o guru da juventude eterna, Fernando Tornaim, entrevistado na matéria. Ele é o sacrossanto criador da magnificente máquina de comunicação jovem, o Kzuka.
Segundo ele, falar com o jovem pode ser simples, porém - rufem os tambores, soem as trombetas, silenciem as crianças e abram os ouvidos - se a convesa for verdadeira.
Profundo isso.
O supra-sumo da teologia mística Tornaim vem logo a seguir:
Uma vez perguntei a Luciano Huck: “Como falar com tantos jovens, tão diferentes, de todo o país?”. Ele me deu essa mesma resposta. Quando existe conteúdo verdadeiro como base, as coisas rolam naturalmente.
Num box ao lado, que dá detalhes sobre o novo caderno da ZH, intitulado Kzuka, os títulos das editorias encarnam toda a aura transcendental que paira sobre os oráculos pronunciados pelo Dalai Lama dos que ainda não alcançaram a maturidade de espírito, corpo e alma. Alguns exemplos:
Bombou e ambaçou: você vai saber tudo o que rolou de mais legal e o que foi o mico da semana.
A boa do findi: uma agenda diferenciada e personalizada do que vai rolar no final de semana.
Dando a letrinha: os leitores que mandarem textos legais vão dar a letrinha no caderno.
Aí, fica a minha pergunta: seriam esses jovens, cuja realidade mestre Tornaim tão bem conhece, anencéfalos ou acéfalos por definição?
Apenas um fato cotidiano trivial:
Hoje sonhei que era professor de história e ia começar uma palestra em um grande auditório. Antes, porém, pedia pra minha assistente entregar um resumo da minha explanação aos mais de 300 alunos presentes. Era uma folha só, timbrada, com a sigla HFCC no canto.
Antes de começar a falar, eu desafiei a turma a adivinhar o significado das letras - este seria o tema da palestra. Vários arriscaram hipóteses esdrúxulas como “História do Fabuloso Centro da Capital” , “Hegemonia Francesa nas Ciências Contábeis”, chegando até a “Heresias Faladas por Cristo na Cruz”, entre outras que nem lembro mais.
Nisso meu celular começou a tocar. Pedi desculpas aos alunos e disse que tinha que atender, que eles continuassem pensando o significado de HFCC, mas agora com uma dica: era o nome de uma importante personagem histórica. Meu celular tocava cada vez mais alto, de forma irritante.
Nisso eu acordei. O barulho do celular era o meu despertador tocando. E eu nunca vou saber o que diabos significa HFCC.

zeh nascimento - 
















